
Por Melissa Bergmann e Jarbas Felicio Cardoso
Houve um tempo em que a preocupação com a escassez da água era coisa que chegava até nós giruaenses somente através do noticiário. Falta de água potável era problema de nossos patrícios do nordeste. É claro que, de tempo em tempo, sempre enfrentamos estiagem e falta de chuvas e isso não é de hoje. O fato é que nos últimos anos essa realidade vem cada vez mais se agravando, ficando evidente para todos. Fato concreto desse argumento é, por exemplo, o relato de moradores da localidade do Rincão Melgarejo. Contam estes que em 2005 nunca se viu o riacho (conhecido por sanga) que corta a localidade com tão pouca água.
Na atualidade, em Giruá, nos deparamos com uma estiagem que para muitos pode parecer normal. Mesmo assim, o número de famílias do interior do município que se encontram sem água para beber em suas propriedades é estarrecedor. Nunca houve, por exemplo, necessidade de a prefeitura levar água para residências do meio rural. Cabe a nós nos questionarmos sobre tais fatos. Por que estão secando nossas fontes de água? Será que dentro dessa “normalidade” de escassez das chuvas não está acrescida também a intervenção de nossas ações?
O Brasil é um país rico em águas superficiais e subterrâneas para consumo humano. Comparativamente, Giruá não difere de tal posição. Com altitude entre 300-400 metros, é local de afloramento de muitas nascentes. Entretanto, a alteração dos ambientes pode estar modificando os ciclos hídricos. O solo, com pouca ou desprovido de qualquer vegetação, já não retém a água das chuvas, que carrega consigo parte do material superficial, ocasionando erosão e assoreamento nos rios.
Relevantes ecossistemas são também as áreas alagadas, como os banhados, que apresentam flora e fauna características, e são funcionalmente importantes como reservatórios de água. São responsáveis pela atenuação de cheias e atuam na recarga e descarga de águas subterrâneas. Os banhados, no entanto, estão ameaçados no Rio Grande do Sul pelas drenagens (retirada de água) para diversos fins. Isso compromete o armazenamento de água no subsolo.
Embora não existam estudos concludentes sobre a crise da água que vive nossa região, faz-se necessário e com urgência fazermos uma reflexão sobre nossas ações. Ou achamos uma solução para conciliar produção e respeito aos ecossistemas ou nos encaminharemos para uma situação calamitosa em que nossas fontes de água cada vez mais irão sucumbir.
Na atualidade, em Giruá, nos deparamos com uma estiagem que para muitos pode parecer normal. Mesmo assim, o número de famílias do interior do município que se encontram sem água para beber em suas propriedades é estarrecedor. Nunca houve, por exemplo, necessidade de a prefeitura levar água para residências do meio rural. Cabe a nós nos questionarmos sobre tais fatos. Por que estão secando nossas fontes de água? Será que dentro dessa “normalidade” de escassez das chuvas não está acrescida também a intervenção de nossas ações?
O Brasil é um país rico em águas superficiais e subterrâneas para consumo humano. Comparativamente, Giruá não difere de tal posição. Com altitude entre 300-400 metros, é local de afloramento de muitas nascentes. Entretanto, a alteração dos ambientes pode estar modificando os ciclos hídricos. O solo, com pouca ou desprovido de qualquer vegetação, já não retém a água das chuvas, que carrega consigo parte do material superficial, ocasionando erosão e assoreamento nos rios.
Relevantes ecossistemas são também as áreas alagadas, como os banhados, que apresentam flora e fauna características, e são funcionalmente importantes como reservatórios de água. São responsáveis pela atenuação de cheias e atuam na recarga e descarga de águas subterrâneas. Os banhados, no entanto, estão ameaçados no Rio Grande do Sul pelas drenagens (retirada de água) para diversos fins. Isso compromete o armazenamento de água no subsolo.
Embora não existam estudos concludentes sobre a crise da água que vive nossa região, faz-se necessário e com urgência fazermos uma reflexão sobre nossas ações. Ou achamos uma solução para conciliar produção e respeito aos ecossistemas ou nos encaminharemos para uma situação calamitosa em que nossas fontes de água cada vez mais irão sucumbir.
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Texto publicado no Jornal Folha Giruaense em 02/05/2009.
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