18 março, 2007

Lei Geral da Micro e Pequenas Empresas prevê mais agilidade para abertura e fechamento de empresas

No Canadá, são necessários dois dias e dois procedimentos para abrir uma empresa; no Brasil são 17 processos obrigatórios e pelo menos 70 dias
Um dos maiores entraves para o crescimento econômico do País e da iniciativa privada nacional é a burocracia, um dos fatores que mais contribuem para o chamado 'custo Brasil'. Para o dono de uma micro e pequena empresa, a burocracia é sentida e sofrida desde o início.
A abertura de um empreendimento em nosso País é um processo que demanda mais tempo que deveria. Em média, 152 dias, segundo uma pesquisa do Banco Mundial; 70, por um levantamento do Sebrae em São Paulo. Para se ter uma idéia, em um país como o Canadá são necessários dois dias e apenas dois procedimentos - no Brasil são 17 processos obrigatórios.
"Há exigências burocráticas excessivas, custosas, e que agora a legislação tenta melhorar", admite Paulo Melchor, consultor do Sebrae em São Paulo. A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas prevê diversos avanços nesse capítulo, embora algumas partes ainda aguardem regulamentação, ou seja, precisam de ajustes e a adoção de normas técnicas definidas para entrarem em vigor definitivamente.
A lei prevê, por exemplo, um cadastro único para que o empresário não tenha que apresentar diversas vias para abrir uma empresa. O sistema já funciona experimentalmente em São Paulo e na Bahia, com o empresário ao mesmo tempo conseguindo a inscrição estadual na Secretaria de Fazenda e o CNPJ, via internet.
O texto final da lei traz outra mudança prática, que entrará em vigor em breve. Em seu artigo 6º, está escrito que "os requisitos de segurança sanitária, metrologia, controle ambiental e prevenção contra incêndios, para os fins de registro e legalização de empresários e pessoas jurídicas, deverão ser simplificados, racionalizados e uniformizados". Se uma empresa tiver baixo grau de risco em sua atividade, o empresário não precisará de vistoria para conseguir alvará de funcionamento. Até junho, os órgãos responsáveis deverão já ter definido os critérios de definição de baixo risco.
Se essa norma já estivesse em vigor, o empreendimento de Lenice Blanco Pereira não teria sido tão prejudicado. Quando abriu a farmácia de produtos dermatológicos Belle Farma, em 2004, ela fez todos os procedimentos corretamente. Em uma semana, com a ajuda de um contador, já tinha CNPJ e havia pagado todas as taxas. Tudo pronto, imóvel alugado, faltava um engenheiro da prefeitura fazer a vistoria para que Lenice obtivesse o alvará de funcionamento. O papel, que também permitia comprar dos fornecedores, acabou demorando oito meses.
"Fiquei com a empresa parada, pagando aluguel e todas as contas. Nos primeiros meses difíceis, não tinha capital de giro porque havia gastado tudo logo no início", afirma Lenice, que emprega também sua irmã e dois filhos.
Outro dado importante no que concerne à desburocratização é que aberturas, alterações e baixas na constituição de uma empresa ocorrerão "independente da regularidade de obrigações tributárias, previdenciárias ou trabalhistas", como está no texto da lei. Ou seja, o empresário poderá encerrar uma empresa e passar suas dívidas com o governo para as pessoas físicas dos sócios. A certidão de "inexistência de condenação criminal" também não é mais necessária na abertura de empresa.
Planejamento
Enquanto as mudanças previstas na lei não chegam, o que o empresário deve fazer é se informar sobre todos os procedimentos e documentos necessários para abrir ou fechar uma empresa antes de começar o processo. "Muitas vezes leva tanto tempo porque os empresários deixam de apresentar uma série de documentos, não se programam na hora de abrir o negócio. Mas, isso é o primeiro passo, faz parte do planejamento da empresa. Quando o empreendedor começa sem levantar esses dados, já começa mal", alerta Melchor.
A Lei Geral prevê a criação de um portal na internet que centralize informações e procedimentos necessários para a abertura de empresas. Nesse sentido, a lei encoraja a criação de agências que reúnam as entidades necessárias para a abertura de empresa em um só lugar.
Com certeza, a legislação federal vai trazer o debate para os municípios. A facilitação de procedimentos para a abertura de empresas é de interesse nacional", afirma Melchor. Lenice cobra essas mudanças. “Tem que dar condições para funcionar direito, para aí sim gerar emprego e renda", acredita.

Saiba mais sobre a Lei Geral aqui!!

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Imagens subliminares impactam o cérebro

Quando se trata de imagens subliminares, longe dos olhos não significa longe da mente. Embora as imagens ou mensagens sejam invisíveis, e as pessoas não tenham consciência de que as viram, elas captam a atenção do cérebro em um nível subconsciente, dizem pesquisadores.As descobertas de cientistas do University College de Londres sugerem que a publicidade subliminar, que emprega imagens ou mensagens para influenciar os consumidores, deixam um impacto no cérebro.
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- Esta é a primeira vez que se demonstra que o cérebro pode prestar atenção a coisas das quais nós nem sequer tomamos consciência - disse em entrevista o Dr. Bahado Bahrami, chefe da equipe.Os pesquisadores empregaram uma técnica de escaneamento chamada MRI para registrar a atividade cerebral de voluntários aos quais foram mostradas imagens e depois se pediu que desempenhassem tarefas. Os cientistas constataram que o cérebro responde a imagens tênues, embora o espectador não tenha consciência de ter visto as imagens.Para Bahrami, a descoberta aponta para o tipo de influência que a publicidade subliminar pode exercer sobre o cérebro.Os cientistas pediram a voluntários que usassem óculos com lentes filtradas para azul e vermelho e lhes apresentaram uma imagem tênue de objetos do cotidiano a um olho e uma imagem forte em lampejos contínuos para o outro. A imagem forte encobriu totalmente a imagem tênue. Também se pediu aos voluntários que realizassem tarefas mentais simples e mais difíceis ao mesmo tempo.Durante as tarefas mais fáceis, os cérebros dos voluntários captaram os estímulos subliminares, mas, nas tarefas mais difíceis, o MRI não registrou atividade cerebral, porque o cérebro bloqueou a entrada das imagens subliminares.- O que comprovamos é que podemos receber do córtex visual (do cérebro) respostas confiáveis que correspondem a imagens tênues, mesmo que os sujeitos não enxerguem essas imagens - disse Bahrami. - Essas reações se reduzem quando os sujeitos estão ocupados fazendo algo difícil.
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14 março, 2007

Por Seções


O Blog Mora na Psicologia está mudando. Para ficar mais objetivo, estou organizando este por seções. As seções estão sendo organizadas conforme as disciplinas que trabalho nos cursos técnicos do I.P.
Psicologia da comunicação para a publicidade. Relações Humanas e Ética para a Contabilidade e Relações Humanas para o Secretariado. Desde já observar que, nesta primeira fase os cursos de contabilidade e secretariado terão conteúdos semelhantes na matéria de R.H. Porém, ao longo do ano, tais conteúdos serão diferenciados com Ética para a Contabilidade e Relações Públicas para o Secretariado.

Abraços, Jarbas Felicio Cardoso.

12 março, 2007

E-mail

Olá,

criei um e-mail aberto para todos, conteúdos e textos interessantes enviarei para o reverido. O e-mail é: moranapsicologia@gmail.com , a senha eu digo na aula.

Abraços, Jarbas.

17 outubro, 2006

Um Bom Site...

Vejam aqui mais um Bom site para aqueles que gostam de ficar informados sobre empregos, dinâmicas, como se comportar na hora das entrevistas, testes, etc...etc. Enfim é um Bom site de RH. AQUI

27 setembro, 2006

26 setembro, 2006

Percepção subliminar II


Sob quais circunstâncias as mensagens fora de nossa consciência afetam nosso comportamento?
A idéia da existência de liminares absolutos implica que certos acontecimentos do mudo exterior ocorrem subliminarmente – sem que os percebamos conscientemente. Será que as mensagens subliminares usadas em propagandas e fitas de auto-ajuda podem mudar nosso comportamento? Durante décadas circulou uma história de que as vendas de refrigerantes e pipoca cresceram notavelmente quando um cinema em Nova Jersey adicionou as mensagens “Beba Coca – Cola” e “Coma pipoca” em meio às imagens de um filme, mas tudo não passou de boataria.
De maneira similar, fitas de áudio com mensagens subliminares de auto-ajuda freqüentemente prometem mais do que oferecem. Durante um estudo, voluntário usaram tais fitas por várias semanas. Cerca de metade deles disse ter melhorado após ouvir-las, mas testes objetivos não detectaram nenhuma mudança mensurável. Além do mais, a melhora percebida tinha relação com a etiqueta da fita que com seu conteúdo subliminar: cerca da metade das pessoas que recebem a fita “Melhore sua memória” disse que sua memória havia melhorado, embora muitos deles tivessem recebido na verdade uma fita para aumentar a auto-estima, e cerca de um terço das que ouviram fitas com a etiqueta “Aumente sua auto-estima”, disse que sua auto – estima havia aumentado, apesar de muitas terem na verdade ouvido fitas destinadas a melhorar a memória (Greenwald et al., 1991).
Contudo, há algumas evidências de que, sob condições cuidadosamente controladas, as pessoas podem ser influenciadas por informações fora de sua consciência. Em um estudo, por exemplo, foi mostrada a um grupo de pessoas uma lista de palavras relacionada a competição, enquanto um segundo grupo observa uma lista de palavras neutras (Nunberg, 1988). Mais tarde ao participar de um jogo, as pessoas a que tinha sido mostrada a lista subliminar de palavras com sugestão de competitividade tornaram – se especialmente competitivas. Em outro estudo, um grupo foi subliminarmente exposto a palavras que sugiram honestidade (uma característica positiva), enquanto outro foi subliminarmente exposto a palavras relativas à honestidade (uma característica negativa). Subseqüentemente, todos os participantes leram uma descrição de uma mulher cujo comportamento podia ser visto como honesto ou hostil.
Quando se pediu que estimassem as características da mulher, as pessoas que tinham sido subliminarmente expostas a palavras relacionadas a “honestidade” classificaram –na como honesta, e aquelas que haviam sido subliminarmente expostas a palavras ligadas a “hostilidade” julgaram – na hostil (Erdley e D’Agostinho).
Estudos como esse indicam que em um cenário de laboratório, as pessoas podem processar as informações que ficam fora de sua consciência e reagir a elas. Mas permanece a questão de que não há nenhuma evidência científica independente de que mensagens subliminares em propaganda ou fitas de auto-ajuda tenham um efeito considerável (Beatly e Hawkins, 1989; Greenwald et al., 1991, T. G. Russell, Rowe e Smouse, 1991; Smith e Rogers, 1994; Undewood, 1994). As teorias sobre a percepção extra-sensorial também não foram confirmadas por pesquisa científica.
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Fonte:
MORRIS, Charles G. MAISTO, Albert. (2004) Introdução à psicologia. Trad. de Ludmilla Lima e Maria Sobreira D. Baptista. São Paulo: Prentice Hall, p. 84.

Cuidado...

nem tudo o que se pensa ser é...

pobre mosca...

Psicologia das cores IV - Ilusões visuais

O que provoca as ilusões visuais?
As ilusões visuais provam ainda mais que utilizamos uma série de pistas sensoriais para gerar experiências perceptivas que podem (ou não) corresponder ao que existe no mundo real. Ao compreender o modo como somos “levados” a ver algo que não existe, os psicólogos adquirem conhecimentos sobre como os processos perceptivos funcionam no dia-a-dia, sob circunstâncias normais.

Os psicólogos geralmente distinguem as ilusões físicas das perceptivas. Um exemplo de ilusão física é a aparência inclinada de um palito quando colocado na água – uma ilusão facilmente compreendida porque a água age como um prisma, inclinado as ondas de luz antes que alcancem nossos olhos. As ilusões perceptivas ocorrem porque o estímulo contém pistas enganosas, que geram percepções imprecisas ou impossíveis. As ilusões da Figura resultam de pistas falsas e enganosas de profundidade. Na Figura ao lado, por exemplo, os dois monstros projetam uma imagem do mesmo tamanho na retina de nossos olhos, mas a noção de profundidade indicada pelo túnel sugere que estamos olhando para uma cena tridimensional e que, portanto, o monstro da parte superior da imagem está muito mais distante. No mundo real, a experiência nos diz que os objetos aparecem em tamanho menor quando estão distantes. Portanto, nós “corrigimos” a distância e acabamos por perceber o monstro da parte superior como sendo maior, apesar de outras provas em contrário. Sabemos que, na verdade, a imagem é bidimensional, mas ainda assim reagimos como se ela fosse tridimensional.
Há também ilusões do “mundo real” que ilustram como os processos perceptivos funcionam, tal como a ilusão do movimento induzido. Quando você está se movendo para trás. Como você não tem nenhum ponto de referência para saber se está parado, fica confuso quanto a que trem está realmente se movendo. Entretanto, se olhar para o chão lá fora, poderá estabelecer um quadro de referência sem ambigüidade e tornar a situação clara.
Os artistas também apóiam-se em muitos desses fenômenos perceptivos tanto para representar a realidade com precisão quanto para distorcê-la deliberadamente. Todos nós sabemos que uma pintura ou uma fotografia é plana e bidimensional; ainda assim, somos fácil e prazerosamente “seduzidos” pelo uso que um artista faz dos princípios que acabamos de descrever. Por exemplo: na arte representativa, os trilhos, as plantas e os túneis das estradas de ferro são sempre desenhados mais próximos do que na verdade estão.

Filmes tridimensionais também funcionam segundo o principio de que o cérebro pode ser induzido a ver três dimensões, caso apareçam imagens ligeiramente distintas para o olho esquerdo e o olho direito (empregando-se o princípio da disparidade retiniana). Assim, nossa compreensão da ilusão perceptiva nos capacita a manipular imagens para efeitos deliberados – e para apreciar os resultados.
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Fonte:

MORRIS, Charles G. MAISTO, Albert. (2004) Introdução à psicologia. Trad. de Ludmilla Lima e Maria Sobreira D. Baptista. São Paulo: Prentice Hall, p. 114 a 116.

13 setembro, 2006

Teste das cores

Hein! Você... Faça o teste das cores e veja sua personalidade


01 setembro, 2006

Psicologia das cores III - Refração e Absorção


Quando um raio (ou feixe) de luz consegue passar de um meio material para outro dizemos que ele sofreu refração. E todas as vezes que isso acontece este raio sofre certo desvio, como visto na demonstração feita em classe ou nas figuras da página 51 da apostila( Farina, Psicodinâmica das cores, p.51. )
Mas porque será que este desvio ocorre?
Ele ocorre pelo fato da luz mudar sua velocidade quando passa de um meio material para outro.

A luz branca, por exemplo, é formada por todas as sete cores que você pode ver no arco íris, viajando juntas e com a mesma velocidade ( 300.000km/s). As sete cores são: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Quando este feixe de luz branca encontra um meio material diferente do vácuo, ele pode penetrá-lo, e se isso acontecer cada cor mudará sua velocidade de uma maneira diferente, ou seja, cada cor terá sua própria velocidade neste novo meio. Como o desvio que irá ocorrer depende das suas velocidades, podemos concluir que cada cor vai desviar-se de maneira diferente das outras (isso só não acontece quando o raio de luz chega perpendicularmente à superfície de separação entre os meios materiais).
Sabemos que a cor que mudar mais sua velocidade será a que irá sofrer o maior desvio, e a cor que mudar menos sua velocidade sofrerá o menor desvio.
Eis portanto o fenômeno da refração.

Absorção
Um fato curioso sobre a absorção da luz é que ela pode explicar o fato dos objetos serem coloridos da maneira como são.
Porque uma maça é vermelha?
A resposta é simples, ela é vermelha, pois os raios de luz que saem da maça e chegam até nossos olhos são vermelhos. Se uma maça é iluminada com luz branca (que sabemos ser a soma de todas as cores) e se a vemos vermelha, podemos concluir que nem todas as cores que chegaram foram refletidas. Se assim fosse veríamos a maça branca, e não vermelha. O que ocorre é que a casca da maça absorve todas as cores que chegam, menos a vermelha, que é refletida. Por isso só vemos o vermelho. Isso acontece com todos os outros objetos coloridos que vemos por ai.
Do ponto de vista da óptica, você seria capaz então de explicar porque uma folha é verde?
Quando um objeto é preto (ausência de luz) significa que ele absorveu todas as cores e não refletiu nenhuma, mas se um objeto for branco, significa que ele refletiu todas as cores.
*Veja mais aqui.
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Extraído e adaptado de: http://br.geocities.com/galileon/1/optica/ da internet em 23 de maio de 2005.

Psicologia das cores II - Como se processa a visão? (Publicidade)

Não há como negar que a visão é uma preciosidade que recebemos da natureza. Ela (em especial) é responsável por causar em nós a contemplação e percepção das coisas que nos rodeiam. É com ela, portanto que colorimos o mundo ou aquilo que chamamos de mundo.
Vimos no final da postagem anterior que nossos olhos (tecnologia natural) são responsáveis pelo processo da visão, constituindo-se, assim como o órgão de ligação entre o mundo interior do homem e o mundo exterior.
Vimos também que para que a visão ocorra é necessário a existência de luz. Segundo o texto do professor Farina (Psicodinâmica das cores, 1987, parte segunda) a luz é a grande intermediaria entre a natureza e o homem. Ela apresenta todos os detalhes à percepção do ser humano numa multivariada gama de sensações visuais coloridas ou não (Farina, p38).

Mas será que nossos olhos enxergam de fato? Como ocorre o processo da visão? As cores existem no mundo físico? Por que existem as cores quentes e cores frias? Qual é a influência delas em nós?
Hum!!! Não sei se responderei isso tudo nesta postagem, mas tentarei responder, se não nesta, nas seqüentes. Vamos por parte.
Os raios de onda de luz:
Os raios luminosos, porção de energia solar que atingem os objetos, são refletidos em todas as direções. Esses entram em nossos olhos por meio da córnea e, conforme a quantidade de luz que penetra neles, veremos as coisas iluminadas, muito iluminadas ou escuras (Farina, p38).
É claro que além dos raios naturais de energia solar, existem outras formas, que aqui não nos cabe falar.









Os raios de luz são propagados em forma de diferentes tamanhos de ondas. O comprimento de uma onda de luz é extremamente pequeno. Está situado entre 400 e 800 nm (nanômetros). Para se ter uma idéia deste tamanho, um nanômetro (1nm) equivale a uma parte do metro (1m) fracionado em um bilhão de partes. Ou melhor, 1\ 1.000.000.000 do metro.

São essas ondas de luz que atingindo nossos olhos provocam os estímulos visuais. Esses estímulos possuem características específicas que são distinguidas entre os demais, por tamanho, proximidade, iluminação e cor.

Nossa percepção é um processo que só pode ser interpretado em sua totalidade. A mensagem visual não é diferente. Esta faz parte de todo um processo que inicia com a sensação dos raios de onda de luz em nossos olhos (córnea, íris, pupila, cristalino, retina, nervo ótico) passando por toda a extensão do aparelho de visão ( através das células receptoras, células bipolares) até chegar a nosso cérebro, onde então ocorre de fato a visão.
Nossa visão nada mais é que a organização e interpretação de estímulos neurais em nosso cérebro.
Nossa!!! É tanta coisa que até hoje a ciência procura entender isso de forma melhor. Mas uma é certa, o mundo que percebemos é o resultado de relação entre as propriedades do objeto e a natureza do individuo que observa.
Veja mais detalhes aqui
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Fonte:
FARINA, Modesto. (1987) Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgar Blücher, pp 39-49

30 agosto, 2006

Psicologia das cores I - Publicidade

A natureza, o homem, a cor
Color, dizia o latino, na antiga Roma, para expressar o que hoje nós chamamos “cor”, os franceses couleur, os espanhóis color, os italianos colore; tudo para expressar uma sensação visual que nos oferece a natureza através dos raios de luz irradiados em nosso planeta.
É uma onda luminosa, um raio de luz branca que atravessa nossos olhos. A cor será depois uma produção de nosso cérebro, uma sensação visual colorida, como se nós estivéssemos assistindo a uma gama de cores que se apresentasse aos nossos olhos, a todo instante, esculpida na natureza à nossa frente.
Os olhos, portanto são nossa máquina fotográfica, com a objetiva sempre pronta a impressionar um filme invisível em nosso cérebro.
Se abrirmos conscientemente os olhos ao mundo que nos rodeia, veremos que vivemos mergulhados num cromatismo intenso (...)
O azul do céu, o verde das folhas, o colorido deslumbrante das flores, os diversos tons das águas do mar e a natureza toda impõem suavemente o império da cor.
O homem vive eternamente com suas sensações visuais, oferecidas pelo ambiente natural que o rodeia e por ele mesmo, pela realização de suas obras, (...)


É uma preocupação antiga do homem desejar sempre reproduzir o colorido da natureza em tudo que o rodeia.
O uso da cor não é apenas uma questão estética (percepção), mas fisiológica, psicológica e cultural.
O pessoal da propaganda comercial percebeu essa influência das cores no homem; em seu comportamento e procurou explorar essa realidade.
Foi no século XX que se buscou explorar mais as cores em especial com a Gestalt. Segundo os gestaltistas, a percepção humana é um conjunto coordenado de impressões e não um grupo de sensações isoladas. Várias experiências foram realizadas na Gestalt em relação as cores. P.ex. uma parede vermelha pode “avançar”, uma parede azul-clara “afastar-se”, uma parede amarela “desaparecer”
Na segunda metade do séc. XX os urbanistas procuram explorar as cores no sentido da comunicação visual e nos meios de motivar mais o público consumidor. Exemplo, foi oferecendo luz e cores às noites tristes e sombrias das grandes cidades com a linguagem da imagem, usando a presença sugestiva, concreta, cômoda e persuasiva...
As imagens são forças psíquicas que podem ser mais fortes que as experiências reais. É claro que o impacto que predomina é o da cor. (...)
Olhos, através dos quais se processa a visão, constituem, portanto, os órgãos de ligação entre o mundo interior do homem e o mundo exterior que o rodeia. Essa ligação somente se realiza quando há luz.
Utilizando a cor:
A cor é utilizada em diferentes áreas, tais como, educação, prevenção de acidentes, decoração, medicina, produtividade, moda, trânsito e outras.
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Fonte:
FARINA, Modesto. (1987) Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgar Blücher, pp 21-32.

28 agosto, 2006

Tudo sobre Empatia!!!

؟O que é Empatia?

Sentimento de identificação entre duas pessoas; harmonia interativa.
Segundo o publicitário Paulo Rogério Tarsitano...
É a capacidade de nos identificarmos espiritualmente com outras pessoas, experimentar os mesmos sentimentos que elas experimentam ou viver mentalmente situações que desejaríamos experimentar.
Quando outras pessoas ao nosso redor manifestam certos sentimentos, parece natural que tenhamos esse mesmo sentimento. O "sentir com os outros", constitui o que chamamos de simpatia. Para simpatizarmos inteiramente com outras pessoas é necessário o exercício da imaginação, precisamos nos colocar em seu lugar e encarar as coisas de seu ponto de vista. E para que o processo seja completo precisamos saber como lidar com a situação que influi em nossos amigos; precisamos da experiência na conduta cooperadora.
Empatia significa mais "sentir o que se passa no íntimo", portanto algo mais profundo que simpatia. "Pode ser que uma pessoa não esteja experimentando nenhum sentimento, mas esteja vivenciando uma situação que despertaria em nós, caso estivéssemos no lugar dela, um sentimento apropriado para aquela situação, identificando-nos com a pessoa. O sentimento da empatia se manifesta no comportamento externo".
Segundo Freud, "um caminho por via da imitação, conduz da identificação à empatia, isto é, à compreensão do mecanismo pelo qual ficamos capacitados para assumir qualquer atitude em relação à vida mental".

Segundo o antropólogoTariq Kamal...
Na filosofia Zen, o conceito de 1ª visão leva ao estar bem com nós mesmos. Dessa forma, cuidar de sua saúde, beleza e bem-estar é essencial. Estar sempre bem tratado, arrumado e vestido confortavelmente e de maneira elegante são maneiras de se sentir bem. Dormir adequadamente, se alimentar corretamente, relaxar e contar até 10 quando irritado.
Agora é hora de exercer a 2ª visão, que é a relação com os outros através da consideração, solidariedade e atenção às suas necessidades. Quando você é sensível àquela pessoa que está abalada, estendendo a sua mão e oferecendo-lhe ajuda, você cativa essa alma. Alegrar um ambiente, motivar quem está ao seu redor, trazer humor e carinho aos outros são provas de empatia. Procure começar dentro de casa, com seus pais, filhos, irmãos ou companheiro. Há um ditado que diz : “É bom ajudar alguém que lhe pede um favor. Melhor ainda é ajudá-lo antes que ele lhe peça...” Isso é sensibilidade! Isso é praticar a Arte da Empatia!
Segundo o R.H. Martin R. Pörtner...
Empatia tem algo de fortemente biológico. Diferente de como alguns pensam, não se pode encená-la. Empatia significa pensar com os pés dentro dos sapatos do outro. (...)
O segredo é contar com o coração. Há em todos nós uma linguagem que sai diretamente de dentro do peito. Encenar é com o cérebro; falar com empatia é coisa do coração. (...)

Segundo o Professor José Roberto Goldim...
Empatia, por sua vez, é olhar com o olhar do outro, é considerar a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua. A falta de empatia é desconsideração, é não permitir diferentes percepções. A falta de empatia desconsidera a pessoa em si, os seus valores, o seu sistema de crenças ou os seus desejos. Para alguns a Empatia refere-se a Estética, e não a Ética propriamente dita. Em suma, a Empatia é sentir-se como se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por uma outra pessoa.
Na Wikipédia...
Empatia é a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação. Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente, como se mostra abaixo. Dessa forma a empatia pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes altruístas.

Psicologia humanística IV - O olhar humanístico (Contabilidade e Secretariado)


“ Uma pessoa faz aquilo que é; uma pessoa se torna aquilo que ela faz.”
Robert Musil

A mensagem deixada pelos psicólogos humanistas é que todos os seres humanos são capazes de realizar seus sonhos. Todos possuem a capacidade da auto-realização. Para que isso ocorra é preciso que cada um encontre e desenvolva suas capacidades. Introspecção aqui é importante para o auto-conhecimento. Vejamos o que Rogers nos diz:

“Minha experiência me obriga a concluir que o indivíduo tem em si a capacidade e a tendência – latente, se não evidente – de prosseguir rumo à maturidade. (...) Essa tendência pode estar profundamente soterrada sob camada de defesas psicológicas cristalizadas; pode esconder-se por trás de fachadas elaboradas que lhe neguem a existência, mas eu estou certo de que ela existe em todo indivíduo e espero apenas as condições próprias para ser liberada e expressa.” Rogers (1961, apud GOODWIN, 2005).

Neste sentido, pode-se observar que uma das premissas centrais da teoria humanística (tanto de Maslow como de Rogers) é o pressuposto de que as pessoas usam suas próprias experiências para se auto-definirem. É preciso que a partir de nós mesmos sejamos (também) capazes de construir e modificar nossas opiniões a respeito de nós mesmos. Aqui não se pode esquecer da crítica feita aos humanistas por outras áreas da psicologia de que estes centraram sua teoria estritamente no individual, deixando de lado a influência da comunidade sobre indivíduo. É claro que não podemos ignorar as oportunidades ou não oportunidades que o meio nós oferece, mas por outro, é de grande relevância o querer de cada um em qualquer circunstância.
Outra premissa primordial que nos é legado por tais pensadores é o da aceitação de nosso semelhante como um todo. Essa aceitação é decorrente do simples fato de ser este um ser como eu. Ou seja, antes de dirigir nosso olhar para nosso semelhante através de um rótulo, um juízo é preciso primeiramente olhar como um ser semelhante. É preciso considerar também que, por sua vez, este (o semelhante) está potencialmente sujeito ao erro, ao acerto, a alegria e a cólera etc... assim como eu. Logo, antes de olharmos (e, é claro julgarmos) alguém como p.ex. professor, aluno, pobre, rico, doutor ou operário é preciso lembrar que este assim como eu, também deseja, quer ser feliz e busca em seu modo um objetivo na vida. Podemos constatar isso na leitura de Rogers quando encontramos em sua afirmação de que o terapeuta deve ter por seu cliente “olhar positivo incondicional” de aceitação.
Os indivíduos têm capacidade de experienciar e de tomarem consciência de seus desajustamentos afirma Rogers. Cabendo ao “terapeuta” ter congruência (harmonia), autenticidade e honestidade com o cliente, criar com ele uma empatia e assegurar-lhe respeito, aceitação e consideração positiva incondicional.
Deve-se, portanto levar em conta a importância da terapia centrada no cliente, ou melhor, de sua prática. Tal prática aplicada em todas as formas de relacionamentos dá há todos os seres humanos a capacidade e oportunidade de expandir-se, tornar-se autônomo, desenvolver-se, amadurecer suas tendências a expressar e ativar todas as capacidades do organismo e do eu psíquico.
Portanto a mensagem que podemos tirar dos psicólogos humanistas (ou humanísticos) é a de doação e harmonia entre os semelhantes e de que cada um de nós possui o livre-arbítrio, a sensação de responsabilidade e propósito de busca permanente pelo sentido da vida e da tendência inata de crescermos rumo à auto-realização (GOODWIN, 2005, p. 456).
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Fonte:
GOODWIN, C. James. (2005) História da psicologia moderna. Trad. de Marta Rosas. São Paulo: Cultrix, pp. 456-464.